Governo do Distrito Federal
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29/11/18 às 12h12 - Atualizado em 5/12/18 às 13h40

Nigerianos conhecem o CRAS da Ceilândia Sul em busca de modelos de política de assistência social

 

Uma comitiva com 26 pessoas do governo da Nigéria visitou na manhã de hoje(28/11) o Centro de Referência de Assistência Social- Cras de Ceilândia Sul, um dos 27 Cras do Distrito Federal. Os nigerianos foram recebidos por equipes da Sedestmidh, a Coordenadora de Proteção Social Básica, Valéria Lima e Ronaldo Carvalho, Gerente do Cras da Ceilândia.

 

“Os ministérios da Saúde, Educação e Desenvolvimento Social do país africano estão interessados em adotar, nos mesmos moldes do Brasil, as políticas de assistência social, adiantou Joyce Dida, da área de monitoramento de projetos sociais do governo nigeriano.

 

A exemplo da China e Indonésia, esta é a segunda vêz neste ano, que unidades do Cras, no Distrito Federal, são visitadas por técnicos nigerianos que prestam assistência social no país de origem.

“Os programas já começaram a ser implementados em 2016 e visam beneficiar 300 mil famílias de 20 estados. Mas, com a implementação nas 27 regiões, poderemos alcançar 1 milhão de famílias”, disse Zaina Usman corresponsável e especialista do programa do governo.

 

O sistema de acesso à informações nas escolas do país está servindo de base para modelos de cadastros e, pretende-se avaliar ainda o que é preciso para fazer os cadastros das famílias beneficiadas”.

 

A base de informações será como o nosso Cadastro Único, que uma vêz preenchido é um prontuário online, acessado de qualquer uma das unidades de atendimento. O Cadastro Único, é a mesma base de dados para o Bolsa Família, DF Sem Míséria e o PAIF- Programa de Atenção à Família.

O Benefício de Prestação Continuada-BPC, também precisa desse cadastro. O BPC é voltado a idosos e pessoas com deficiência e renda mensal de R$ 236,25. Essas pessoas devem atualizar os dados pessoais até o dia 31 de dezembro, sob risco de perder o pagamento.

 

O Cras da Ceilândia Sul está localizado em uma das áreas de grande concentração de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Alí vivem mais de 600 mil pessoas, 10.561 recebem Bolsa Família e em todo o DF são 74.665.
O cadastro único permite a inserção das famílias nos programas sociais. Equipes multidisciplinares realizam o acolhimento e acompanhamento de todos os integrantes das famílias.

 

Esse cadastro garante benefícios como carteira do idoso, que assegura o passe livre; do jovem, que reduz preços de ingressos em cinemas, shows, etc, além de tarifas especiais de luz e telefone residencial popular.

Dentro da política habitacional estão previstas casas populares. Auxílio Aluguel em eventualidade de riscos e Auxílio por Morte. Em situação de vulnerabilidade social, o pagamento de 12 parcelas de R$ 600,00.

A entrega de cestas básicas mensais também são entregues aos inscritos no Cadastro Único, quando em extrema necessidade.

 

Dentro do programa de visitas da Comitiva da Nigéria, está prevista, nesta quinta-feira, a visitação à Unidade de Saúde Básica de Santa Maria.

 

Por Cláudia Miani